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Decolou? Globoplay bate recorde histórico de audiência em fevereiro e consolida primeiro lucro em 10 anos de operação

  • há 4 dias
  • 5 min de leitura

Pela primeira vez em sua história, o Globoplay encerrou um exercício financeiro no azul. O feito, alcançado ao completar 10 anos em novembro de 2025, ganhou ainda mais força em fevereiro de 2026, quando a plataforma registrou recordes consecutivos de audiência impulsionados pelo BBB 26 — e vislumbrou um horizonte ainda mais promissor com a Copa do Mundo às portas.

Da dívida ao lucro: uma virada de dez anos

Quando o Globoplay foi lançado, em novembro de 2015, o mercado de streaming no Brasil ainda engatinhava. A Netflix tinha chegado ao país havia pouco mais de um ano, e a ideia de que uma emissora de televisão aberta poderia competir no ambiente digital parecia, para muitos, uma aposta arriscada — e cara.

Por quase uma década, a operação do Globoplay acumulou prejuízos consecutivos. O investimento em tecnologia, em produção de conteúdo original e na expansão da base de assinantes drenou recursos do Grupo Globo enquanto o mercado amadurecia. Mas a estratégia foi mantida.

Em 2025, com exatamente 10 anos de vida, a plataforma finalmente alcançou o breakeven e fechou o ano com lucro. O feito foi confirmado pela diretora-executiva Julia Rueff em entrevista à revista Exame em fevereiro de 2026.


"O Globoplay alcançou o primeiro lugar em engajamento, com um consumo médio diário de 2h10 por usuário, alcançamos cerca de 30 milhões de pessoas ativas por mês e crescemos mais de 30% a base de usuários. Tudo isso junto com a entrega do breakeven após 10 anos de operação negativa." — Julia Rueff, diretora-executiva do Globoplay


A receita publicitária foi um dos pilares desse resultado. Em 2025, cresceu 35%, impulsionada por formatos inovadores desenvolvidos pela própria plataforma — como o Pause Ad, inserido quando o usuário pausa o conteúdo, sem interromper a experiência de consumo. Ao longo de 2024, esse indicador já havia registrado alta de 86%, apontando para uma trajetória estrutural de crescimento, não apenas uma oscilação pontual.



Fevereiro de 2026: o mês dos recordes

Se 2025 foi o ano em que o Globoplay virou o jogo financeiro, fevereiro de 2026 se consolidou como o mês em que a plataforma comprovou que o crescimento era sustentável e acelerado.

O BBB 26, lançado em janeiro, tornou-se o principal motor desse desempenho. Segundo dados divulgados pela produção do programa, o reality registrou crescimento de 37% nas horas assistidas e de 38% no número de usuários em relação ao mesmo período do BBB 25. Para o público jovem de 18 a 24 anos, o avanço foi ainda mais expressivo: 85% mais horas consumidas na comparação com a edição anterior.

As câmeras ao vivo do programa também bateram recordes: o alcance cresceu 40% e o consumo, 67%. Um indicador importante, porque demonstra que o público não apenas assiste ao programa editado — ele quer estar dentro da casa em tempo real, o que aumenta o tempo médio de permanência na plataforma e eleva o valor do inventário publicitário.

Em apenas um mês no ar, o BBB 26 foi assistido por cerca de 93 milhões de pessoas na TV aberta e no Multishow, enquanto no Globoplay bateu recordes consecutivos de acesso — estabilidade inédita em relação a edições anteriores, que costumavam concentrar picos apenas em eliminações.

O que dizem os dados do IBOPE

Os dados do IBOPE para fevereiro de 2026 revelam um cenário em que a TV Linear ainda domina o consumo de vídeo domiciliar, mas o ambiente digital avança com força. Considerando todos os dispositivos, a TV Linear responde por 61,7% do consumo (TV Aberta com 54,7% e TV Paga com 7,0%), enquanto o Vídeo Online ocupa os 38,3% restantes.

No universo digital, o YouTube lidera com folga — 22,0% do share total —, seguido por Netflix (5,5%) e TikTok (5,2%). O Globoplay aparece na sequência com 2,2%, à frente de Prime Video (1,0%), Disney+ (0,4%), HBO Max (0,4%) e outras plataformas (1,7%). Entre os streamings pagos por assinatura, portanto, o Globoplay é o segundo maior, atrás apenas da Netflix.

Quando a análise se restringe ao consumo em televisores — conectados ou não (TV/CTV) —, o peso da TV Linear cresce ainda mais: 73,4% do total, sendo 65,1% de TV Aberta e 8,3% de TV Paga. No Vídeo Online, que representa 26,6%, o YouTube recua para 15,3% e a Netflix sobe para 5,7%. O Globoplay alcança 2,3% nessa tela, reforçando sua relevância justamente no ambiente em que o BBB 26 é mais consumido — a sala de casa.

A estratégia por trás dos números

O crescimento do Globoplay não é fruto de um único acerto — é resultado de uma combinação de fatores que foram construídos ao longo de anos e que agora se retroalimentam.

O modelo freemium, que permite acesso gratuito a parte do conteúdo, foi decisivo para ampliar o alcance e reduzir a barreira de entrada. Parcerias com operadoras de telefonia, provedores de internet e varejistas expandiram a distribuição. A diversificação do catálogo — de novelas e realities ao cinema brasileiro premiado internacionalmente — ampliou o apelo para diferentes perfis de audiência.

Em 2025, a plataforma acumulou mais de 4,5 bilhões de horas assistidas. O show de Lady Gaga em Copacabana foi o maior ao vivo da história do Globoplay. O festival The Town triplicou as horas consumidas entre jovens. O remake de Vale Tudo se tornou a novela mais assistida da plataforma. E Ainda Estou Aqui tornou-se o longa mais assistido nos dois primeiros meses de exibição.


"O Globoplay construiu uma trajetória sólida, com crescimento contínuo de audiência, relevância publicitária e reconhecimento internacional. Mais do que números, esses resultados refletem a preferência do público e a confiança do mercado." — Julia Rueff

O que vem pela frente: Copa do Mundo e novos originais


Com o primeiro lucro consolidado e a audiência em alta, o Globoplay entra em 2026 de olho em dois grandes eventos que prometem turbinar ainda mais os indicadores da plataforma.

O primeiro é o próprio BBB 26, que segue no ar até 21 de abril — com mais de 100 dias de confinamento e um prêmio que ultrapassa R$ 5 milhões. O segundo, e mais ambicioso, é a Copa do Mundo, marcada para começar em 11 de junho. Com os direitos de transmissão, o Globoplay se posiciona como a principal janela digital para o evento.

Para 2026, a plataforma também confirmou mais de 40 títulos Originais, incluindo Jogada de Risco, Juntas & Separadas e o documentário Sócrates Brasileiro, dirigido por Walter Salles. O investimento em conteúdo nacional continua como aposta central — e os resultados mostram que o público responde.

Em um mercado com mais de 60 serviços de streaming ativos no Brasil, o Globoplay encontrou seu caminho: não tentando ser o Netflix brasileiro, mas apostando no que sabe fazer melhor — conteúdo ao vivo, novelas, realities e o pulso cultural do país.


Nota metodológica: Os dados de audiência citados nesta matéria são provenientes do Cross Platform View™, solução do IBOPE que combina medição de TV Linear e Video Online em domicílios das 15 principais regiões metropolitanas brasileiras (01/02/2026 – 28/02/2026). A identificação de conteúdo é realizada pelo peoplemeter DIB 6 e pelo Focal Meter. As informações foram divulgadas pela Fifty5Blue em fevereiro de 2026.


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