F1 volta à Globo e cresce 296%
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O retorno da Fórmula 1 à TV Globo em 2026 gerou impacto imediato nos índices de audiência. A primeira etapa da temporada, o GP da Austrália, alcançou a maior audiência de uma prova de abertura em praticamente cinco anos na Grande São Paulo, registrando média de 6,34 pontos entre 1h03 e 2h27 da madrugada, com pico de 7,4 pontos — resultado que representa uma participação de 23,47% dos televisores ligados na região metropolitana paulista naquele horário. A Globo não encontrou concorrência significativa na TV aberta durante a transmissão: o SBT apareceu em segundo lugar com apenas 1,92 ponto, seguido pela Record, com 1,16, e pela própria Band, com apenas 0,44 — o que significa que a corrida, sozinha, reuniu mais telespectadores do que todas as demais emissoras abertas juntas naquele horário.
O contraste com os anos em que a categoria foi transmitida pela Band é expressivo. Em 2025, quando o GP da Austrália ainda era exibido pela Band, a audiência média da prova foi de apenas 1,6 ponto — um resultado que torna o crescimento registrado agora equivalente a 296% em menos de um ano. Ao longo dos cinco anos em que a Band deteve os direitos da F1, entre 2021 e 2025, a média das corridas variou entre 2,0 e 3,0 pontos nas principais praças, menos da metade do que a Globo registrava antes da troca de emissora. Para se ter dimensão da diferença, em 2019, último ano completo da Globo com a F1, a média nacional foi de 9 pontos por etapa, com o GP do Brasil marcando 12 pontos em São Paulo e alcançando mais de 98 milhões de telespectadores ao longo da temporada inteira.
