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Roteiristas de Hollywood entram em greve por aumento de salários e contra inteligência artificial


Foto: REUTERS/Aude Guerrucci


O sindicato Writers Guild of America (WGA), que representa a maioria dos roteiristas em Hollywood, organiza uma greve por tempo indeterminado, com mais de 11 mil trabalhadores envolvidos. As reivindicações principais incluem aumento de salários e maiores participações nos lucros das transmissões por streaming. O WGA também deseja garantias para evitar o uso de inteligência artificial pelos estúdios para criar roteiros. A Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), que representa empresas como Comcast, Walt Disney e Time Warner, discorda de alguns pontos de negociação, como a contratação de roteiristas em quantidade pré-definida e os salários dos profissionais de séries de streaming.


As produções mais impactadas pela greve serão programas de variedades e esquetes de comédia, que dependem de roteiros escritos próximos à data de exibição, como "The Tonight Show" e "Saturday Night Live". No entanto, as produções de séries e filmes que já possuem intervalos maiores entre as temporadas e os roteiros prontos não serão afetadas imediatamente. No entanto, a greve pode afetar o retorno de programas e o lançamento de filmes previstos para 2024 e 2025.


Esta é a primeira greve dos roteiristas em 15 anos. A última paralisação aconteceu entre 2007 e 2008 e durou 100 dias. A votação pela greve atual foi aprovada por 98% dos mais de 9 mil votantes do WGA, que afirma que as remunerações estão estagnadas e que as mudanças na indústria com o streaming tornaram difícil viver em cidades como Los Angeles e Nova York.




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